24 de jan de 2016

Não faz mal, eu prometo.

São quase duas da manhã, é eu sei, mas acabei de desligar a cafeteira e minha série de TV, acabei de colocar meus fones pra tentar dormir, mas acabei parando numa rede social aí onde vi um povo bem insatisfeito e decepcionado.

Todos estamos, não estamos? Presos em passados e planos ultrapassados, acorrentados às nossas próprias correntes, que nós mesmos forjamos, tentando fingir que estamos livres, e mais ainda, que estamos satisfeitos. E estamos?

Alguém deve estar, com tanta gente no mundo algumas devem estar satisfeitas, mesmo que momentaneamente.

Mas acho que é aquela questão de que a vida é feita de momentos. É mais questão de estar do que questão de ser.

Estamos inconformados, não somos. Estamos tristes, não somos. Estamos felizes, não somos...

Ser e estar é só no to be, meu amor.

Ainda são quase duas e o café quente permanece na cafeteira, e alguns corações permanecem pesados, alguns ainda estão vivendo no passado...

E eu aqui, escrevendo, vendo tanta gente perdida e tentando dar alguma direção. Ou uma companhia, principalmente. Um ombro amigo. Isso é mais pra dizer, ei eu tô aqui, pode contar comigo, você não é o único, porque não é.

A madrugada está quente, abafada, e parece mais propensa pra pensamentos do que pro descanso. Não devia. Pensamentos na madrugada tendem a ser mais confusos, e há uma angústia incomum nessas horas. A não ser que você esteja fazendo algo de que goste, e mesmo não sendo boa em futebol vou dar um chute: e que provavelmente te tire da sua realidade.

Um conselho: vai descansar. Mas descansa mesmo, se livra de todos os pensamentos, larga um pouco desse peso, pelo menos agora, ao menos pra poder dormir. De verdade. Se precisar, toma um café. Escreve, conversa com alguém. Chora. Dança ou sei lá, dá uns pulos doidos.

Só se liberta e vai dormir, se liberta e tenta não projetar muito não, se liberta e de verdade? Seja livre.
Os planos podem esperar algumas horas, a autopiedade mais ainda.

Ei, vê se larga todo esse peso que te mantém preso.

Fecha os olhos e esquece tudo, por agora.

É só um pouquinho, não faz mal.

Prometo.

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