18 de jan de 2016

Isso que cês chamam de amor, num é bem isso não.

Eu não acredito que estou fazendo isso, é, não mesmo, mas sentem-se - no chão se for preciso, eu realmente não me importo - e tentem prestar um pouquinho de atenção, porque se eu estou aqui disposta a falar, disposta a tentar ajudar quem já tanto me fez mal, o mínimo que cês devem fazer é me ouvir.

Depois de tudo o que aconteceu, e vocês devem saber mais do que eu, depois de tudo o que não aconteceu também, cês vem agora, cês vem ainda com essa mania chata de querer voltar e falar de amor
.
Não, sério, cês não cansam? Eu cansei.

Cês lá sabem o que é amor? De verdade? Aquele que faz proteger, aquele que quer o bem, aquele que puxa a orelha sim, que não se arrepende de nada que faça bem, aquele que não machuca, e mais ainda, vocês conhecem a liberdade que o amor proporciona? Eu duvido.

Duvido mesmo, duvido pra valer, duvido pra caramba e se tem algo que eu faço, essa tal coisa é duvidar de cada palavrinha de vocês que eu vi naquela rede social. De cada uma que ouvi em um conversa casual, duvido de toda a preocupação, duvido do querer de vocês. Duvido. Cês são de verdade?

Nas últimas semanas eu venho me perguntando onde diabos eu me meti ao me envolver nessa história maluca. Porque é isso que cês são, loucos, loucos maníacos e sedentos por atenção, porque é o que cês querem. Atenção. Ter. Mostrar que tem.

Gente, pelo amor de Deus! Vocês estão se matando.

E eu realmente sinto muito. Sinto muito por ela e por qualquer mal que eu possa lhe ter feito, de verdade. Nada foi intencional, mesmo que eu tenha querido um bocado.

Por ele eu duvido que sinta muito. Talvez um pouco, talvez sinta por alguma coisa, mas sei lá, não em relação a mim.

Aliás, isso não tem a ver comigo. Tem a ver com o suicídio que vocês vem cometendo a muito tempo. Tal crime que vem respingando em inocentes, e cês devem saber que quando se mata um inocente seus olhos mudam de cor. (Enfim.)

Isso tudo aí não é amor não, se querem saber. É mania. Isso aí é quase doença, e eu lhes sugiro um tratamento. Intensivo.

Nenhum de vocês merece toda essa dor que vem causando um ao outro e a si mesmos, porque ninguém NO MUNDO merece ficar preso numa história que não existe. Sinto muito de novo, não existe.

Por que cês não param de tentar engatar em algo que não é pra dar certo? Cês devem concordar comigo que se fosse pra ser, teria sido na primeira vez. Todas as seguintes duraram menos e foram mais dolorosas.

Traição não se justifica nem com falta de carinho, nem de atenção, nem de confiança. É de certa forma falta de caráter, e mais ainda, é falta de amor.

Não posso deixar que vocês tratem essa loucura insana, com o perdão pela redundância horrível, como se fosse amor. O amor não é nada disso que vocês dizem sentir.

Tenho uns conselhos pra dar. Cresçam. Na boa. Cês podem ter um pouquinho a mais de tempo na vida que eu, um pouquinho a mais de relacionamentos que eu, mas ainda assim, acho que nesse quesito eu tô ganhando. Parem de envolver um monte de gente nessa bagunça. Parem de tentar consertar um carro com fita isolante, ele vai dar problema.

Parem de tentar colar mentira com mentira, parem de confundir carência com amor.

O crime de vocês é passível de pena, e uma bem pesada, e eu estou pedindo pra que vocês busquem à redenção pra que eu não precise denunciá-los. Muito menos ver seus corpos sendo levados.

Isso não é amor, nunca foi, e se continuarem levando do jeito que levam, nunca vai ser.

Podem me julgar, xingar, eu não sei de nada, eu não estava ali, mas justamente por ver de fora sei a insanidade que há aí.

Libertem-se. Livrem-se. Curem-se.

Espero ter ajudado.

O amor não é o que vocês vem chamando de amor.

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