1 de fev de 2016

Toda aquela exaustão confusa de quem quer conforto pra solidão.

Em torno de uns 15 dias antes do retorno das aulas, me peguei pensando no que seria de mim naquela escola tão grande, tão cheia de gente, mas então pra mim tão vazia.

Era o dia da última lista de aprovados, e eu tive a esperança de um apoio necessário destruída com a ausência daquele nome tão conhecido por mim.

Eu sinto que estou crescendo. Sempre nessas, mas sinto-me mais independente do que sempre fui. Ao menos sinto que preciso me levantar e andar sozinha, com as minhas próprias pernas, como diversas vezes fiz em momentos anteriores, mas aí lembro-me dos momentos sozinha escondida aos prantos.

Me sinto assim, amedrontada. Espantada e muito, mas muito mesmo, sozinha.

Meus melhores amigos que tive o prazer de ter conhecido naquela escola se formaram, a maioria deles, meu anjo não vai estar lá também, e eu me sinto muito sozinha.

Cortei meu escapulário e fitinha de pedidos no último fim de semana por conta de um evento importante, mas só queria o reconfortante ato de mexer no pingente ao estar nervosa ou perdida, coisa que não posso ter.

Me sinto cansada, exausta, como vim me sentindo um mês atrás, mas diferente de toda aquela explosão de sentimentos, sinto apenas essa tal exaustão quase adulta, exaustão de quem suporta. E vai suportando.

É uma bagunça aqui, em mim, no meu coração e na minha cabeça, é uma bagunça no meu cabelo e no meu quarto, e eu não me sinto com forças pra arrumar nada. Nem quero.

É só um ponto do caminho que a gente para e senta no meio da estrada, não querendo morrer, mas com a esperança de um descanso - momentâneo, ao menos.

É tarde, e preciso descansar, dormir. O dia seguinte sempre é longo, e a mistura de tempos verbais e repetição de palavras ilustra toda essa confusão exausta.

Ilustra toda essa eu.

E vou-me com a esperança de encontrar tal conforto.

Se esbarrar com ele por aí, passa meu telefone, ou o endereço da minha casa.

Ou sei lá, vem você e passa aqui casa.

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