7 de abr de 2015

Perguntas demais para respostas de menos.

Vejo minhas lembranças como flashes de histórias que li. 

É estranho, mas é como se eu me dividisse em espectadora e personagem. É como se minha vida se dividisse entre realidade e ficção.

Costumo brincar que minha vida parece uma fanfic na maioria das vezes, e aí quando paro para pensar antes de dormir, aquele mesmo ritual de sempre, fico pensando se não é mesmo tudo um roteiro que eu simplesmente estou seguindo em busca do final feliz. 

E se for assim mesmo, não é?

Dizer que minha vida é um roteiro pré-destinado é acreditar que tudo é destino, e que já está planejado para ser de tal maneira, independentemente do que pensamos ou fazemos. 

Não acredito nisso. Acredito que temos sim o poder de escolher. Só que cada escolha vem com uma consequência. É um combo.

Não sei se quero voltar para a vida real. Queria ficar no fim de semana só vendo as cenas anteriores como a minha série preferida. 

Ou será que vou voltar para a ficção? Será que a realidade é isso aqui?

Será que eu sei o que estou fazendo? Não é tudo uma pegadinha?

Todas as palavras ditas, todas as notas, todos os olhares, os sorrisos flagrados e as lágrimas irrefreáveis?

Estou tão confusa!

Confusa com tudo. É como se eu não soubesse nem o que penso. E não sei, creio eu. Minha mente tá um emaranhado de pensamentos, e eu me divido em três vozes na minha mente. Não tipo a história do anjinho bom e mal, mas a história de um eu racional brigando com o eu emocional e um outro eu querendo amenizar minha própria discussão.

Estranho, né? Eu sei. Estou muito confusa com isso.

Não sei o que estou sentindo. É com ose as coisas que me fazem bem e mal estivessem mescladas, e  oque me faz rir me dá vontade de chorar, e o que era ruim se tornou bom, mesmo não deixando de ser o que era. 

Será que isso tudo é consequência de crescer? De se descobrir?

Será que eu vou chegar em algum lugar com tudo isso?

Não falo dos outros nem dos outros desafios exteriores, mas da minha relação comigo mesma.

De todos os meus dilemas e discussões interiores.

É tão confuso estar comigo. 

Eu poderia ser menos complicada, não é? Se nem eu consigo me entender, como eu quero que as pessoas me entendam?

Não tem o que aceitar, já que eu nem sei o que devo aceitar em mim mesma. 

Eu me sinto uma idiota perdida. Às vezes é mais como uma criança perdida.

É, esse é uma boa definição. 

Queria poder ter um botãozinho para desligar meus pensamentos. Parar um pouco de ser uma confusão e ser só uma pessoa comum.

Mas eu não sou uma pessoa comum.

Ainda não decidi se essa é ou não uma coisa boa. 

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