30 de mar de 2015

The writer and the player.

Nos imagino mais velhos, sabe? Não planejando o futuro, mas o vivendo. Você fazendo sua tão sonhada faculdade de Programação, criando aqueles jogos malucos que eu não consigo jogar, e eu cursando minha tão amada faculdade de Cinema, e escrevendo meus livros tão malucos quanto seus jogos.

Essa semana você me perguntou porque eu não escrevia mais tanto sobre você, sobre a gente.

Entenda, querido, quando estou com você, a vontade de inventar histórias some. Quero só vivê-las. Ao seu lado. Com você. Esqueço o roteiro que tenho mania de inventar e me apego no papel principal do nosso romance bagunçado.

Acho incrível o fato de sermos um clichê tão fora de contexto.

Lembro que quando te conheci, em uma tarde quente de março, e você estava com aquela camiseta que descobri ser sua preferida - não que eu não tivesse percebido, pelo tanto que você a usava - e o meio sorriso presente.

Te achei fofo, depois um idiota, aí depois eu só achei mais idiota e mais fofo.

Você achava que eu era um porre, eu sei. Ao mesmo tempo que eu te encantava com aquele ar de menina mulher, que viveu demais em tão pouco tempo, que sabe um pouquinho mais da vida, e que fala difícil, sei que você queria me matar quando eu chamava tua atenção a a dos teus amigos sem-noção, tal como você.

Viramos amigos, e eu só fiquei mais chata e você mais idiota. Lembro que as pessoas achavam engraçado termos nos tornado tão próximos.

Aí eu me apaixonei. Descobri que estava encantada demais, e descobri que na verdade já me sentia assim há algum tempo, mas não estava admitindo. A gente se tornou diferente um para o outro. O beijo na testa pareceu ter mais importância. Os sorrisos eram mais brilhantes.

Senti seu olhar em mim mais vezes, queimando minha nuca, e consequentemente deixando minhas bochechas pegando fogo. Te olhava fazendo careta, aí você sorria e eu desmontava. Seu sorriso tem esse efeito.

Aí, em algum momento, de algum jeito que não sei como, simplesmente não sei como, nos tornamos isso.

As pessoas que achavam engraçada a nossa amizade pensaram que eu estava pirando de vez. Mas como assim tão exigente para a vida namorando com um menino que ainda não cresceu?

Desde aí, aprendi a me importar menos com as pessoas.

Você era importante para mim, e continuamos sendo amigos, e cada vez mais amigos, e mais que amigos, e super amigos, e um par.

Entenda, meu amor, que escrever sobre você - nós - para mim é como ver um filme.

Você me dá vontade de fugir só com um caderno, uma polaroid - a que você me deu de aniversário, aliás - e a mão entrelaçada na sua.

Você me fez - e ainda faz - não pensar em quando acabar. Você me fez viver cada segundo unicamente.

Você até me fez jogar seus jogos malucos. E fiz de você um dos meus personagens.

A coisa boa é que, mesmo sendo ficção, é tudo real.

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