15 de set de 2014

O que eu aprendi com "Se eu ficar"

Bom, gente, hoje no post da categoria Aleatoriedades eu vou falar sobre o filme que eu assisti ontem, Se eu ficar (If I Stay),mas não é uma resenha, nem nada do tipo, é bem o que o título do post diz, o que eu aprendi, o que eu senti, o que o filme me fez pensar.

Pretendo fazer uma resenha do filme e do livro, que comprei ontem e estou na metade e uma comparação.

Mas por hoje, eu quero dizer as coisas totalmente reais que eu aprendi em uma história não-totalmente ficcional. (Mas grande parte).

Aprendi que o controle sobre nós é totalmente nosso. As escolhas são nossas, a gente pode e consegue e deve escolher.

A única pessoa que sabe pelo que a gente passou é a gente mesmo, galera.

Aprendi que a família, mesmo que você seja o oposto deles, e mesmo que eles curtam coisas que não são a sua praia, te amam a cima de tudo e são as coisas mais preciosas e importantes da tua vida. Aprendi que o valor de ter uma família e pessoas que nos amem e querem que fiquemos alteram o rumo das nossas escolhas. Aprendi que é possível conviver com a dor, mas que se é preciso esperança e amor. E força. E vontade de viver.

Uma coisa que eu não aprendi, mas confirmei, é que morrer é fácil. Não estou recomendado o suicídio. Estou dizendo que depois que você morre acaba. Você para de sentir. Os outros é que sentem. Você tem que escolher se vai querer que os outros sintam para se polpar da dor. Do sofrimento.

Aprendi que perder alguém é cem mil vezes pior do que perder algo. Perder um show é ruim, perder dinheiro é ruim, perder um amuleto da sorte é ruim, mas perder uma pessoa que você ama é pior. E não se perde só com a morte.

Aprendi e confirmei que a música é capaz de juntar as pessoas. Não importa se é indie ou rock, pop ou punk, eletrônica ou clássica, a música importa pelos sentimentos que ela passa e demonstra.
A música é a língua universal, se você não entende, você sente.

Aprendi que até a pessoa mais racional se quebra por uma história que poderia ser real. Poderia ser a minha. Poderia ser eu ali. Poderia ser a minha família. A música poderia ter sido escrita exatamente pra mim. Eu poderia ter que escolher. Poderia ser eu que pediriam para que eu ficasse mesmo sabendo que seria melhor eu ir.

Aprendi que mesmo depois de um filme ficcional ter acabado você ainda sente as emoções reais. Porque você não chora por uma personagem ficcional. Você  chora pelas pessoas reais que foram, vão, e poderiam ter sido.

Eu aprendi, que "e se..." é uma das coisas mais atormentadoras que podem existir.

Aprendi que você sente antes de saber. Chora antes de lembrar. O coração é mais rápido que o cérebro.

Teve uma época em que eu achava que era incapaz de chorar, de sentir, porque não conseguia chorar. Descobri tempo depois que não era porque eu não sentia. Era porque sentia demais. Ainda sinto.
Sou intensa. Demais. Profunda. Irritadiça. Por isso sou meio grossa, ou chorona, ou revoltada. Tá, chorona não. Por isso fico sempre batendo na mesma tecla, porque gosto de ir fundo. Sinto muito, mas eu sinto muito. Perdoe-me pela confusão, mas chorei pelo eu que precisava ouvir a última música da última cena do filme. Chorei pelo eu que queria fazer alguma coisa para acabar com a dor dos outros. Pela minha melhor amiga que vi ali me pedindo pra ficar.

Mesmo não tendo vivido algo parecido, me vi na Mia, um pouco. Teria a mesma dificuldade em decidir.

Ei, Mia, eu entendo o fato de você não sentir nada e sentir tudo. Posso te dizer uma coisa bem sincera? Não sei se você acabou fazendo a escolha certa. Duvido que você saiba. Vamos fazer assim: quando você descobrir, você me conta. Pode ser?

Pra vocês: às vezes você faz escolhas na vida, e às vezes as escolhas fazem você. Essa é a beleza das coisas.

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