25 de mai de 2014

Teus versos tontos e sem pontos.


Sabendo que sou casada com as palavras ele me fez um verso,
assim do nada e sem nexo,
só para me mostrar que pensava em mim.
Não me disse, só mostrou e saiu,
sem mais nem menos,
assim como apareceu na minha vida,
naquela tarde chuvosa de Junho,
em que eu estava tão zonza que não sabia a direção que deveria seguir,
e caí, desistindo de tentar descobrir.

Aí que li seus versos,
assim do nada e sem nexo,
me apaixonei novamente,
pelas tuas palavras ou por ti?
E percebi que faltavam pontos,
nestes teus versos tontos,
e ri, da sua distração e da minha observação.
E da controvérsia,
que fizestes afinal,
tentando me tirar de poço sem final.

Eu estava bem,
e melhorei ainda que,
os problemas presentes estejam cada vez mais presentes,
e eu não tenha mais noção,
nem do que escrevo e,
estes teus versos me tiraram de órbita.
E bem, a pouca noção que me restava a pouco,
evaporou,
como fizeste naquele Natal,
há muito tempo.

Só sei que,
afinal de contas,
nem sei bem ao certo do que sei,
ou sou.
E venho por meio deste te agradecer,
por com tuas idiotices sem tamanho,
e falta de atenção,
trazer mais uma vez,
alegria,
e enfim sol,
neste inverno sem fim.
Para mim.

E termino enfim estes versos,
sem terminar afinal,
porque de tanto ler,
teus versos e expressões sem pontos,
confesso que até eu,
e meus versos e textos,
estão ficando,
também,
tontos.

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